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Educação financeira, como investir e construir segurança financeira

Caro leitor, tudo bom?

O assunto sobre educação financeira ou planejamento financeiro. Já li, e já vi muito sobre esse assunto.

Todos especialistas tendendo ajudar de alguma forma, mas no final, parecia que todos seguiam a mesma estratégia. De forma muito parecida.

Então logo pensei, serei assim também? Ou vou falar mais afundo, dando exemplos realmente possíveis?

A segunda alternativa me agradou muito mais!

Lembro-me do primeiro livro sobre finanças que li, foi em 2009. Presente da minha irmã de natal. Na hora, fique feliz, mas, não muito entusiasmado.

Enfim, o livro era excelente, mais os exemplos, não eram bons. Praticamente exclui os exemplos da minha mente e foquei no conteúdo mesmo.

Esse livro me levou ao Tesouro Direto, e juro para você. Não me arrependo nem um pouco de ter começado a investir em letras do tesouro.

Pode ficar tranquilo que teremos bastante conteúdo sobre o programa do Tesouro Direto. Na realidade poderia fazer um e-book facilmente sobre esse assunto.

Aqui daremos alguns exemplos de investimentos destinados a quem está tendo os primeiros contatos com os termos financeiros e buscam investimentos conservadores com objetivo de se manter livre de surpresas devido aos autos de baixos do mercado, desemprego e buscando fazer destes ensinamentos um novo hábito de educação financeira que proliferará até sua aposentadoria.

Isto mesmo comece agora se desenvolvendo, conhecendo e fazendo um pouco todos os dias, e estando mais próximo do que ocorre no mercado financeiro sabendo identificar o que realmente traz rendimentos e segurança das armadilhas.

Enfim, vamos partir para o inicio desse artigo!

Contexto econômico.

O que mais ouço na rua é “Não tá fácil” e não está mesmo! Economia parada, as pessoas estão evitando as compras, as lojas estão vendendo menos, as indústrias produzem menos, então a loja demiti funcionários para cortar os custos, a indústria por sua vez faz o mesmo, e assim, o cidadão que já não queria gastar, agora não terá o que gastar, porque simplesmente não tem mais emprego.

Triste simulação, mas infelizmente é um pouco de nossa realidade. Estou iniciando dessa maneira nosso artigo, porque antes de qualquer coisa, precisamos construir uma reserva de emergência.

Temos que pensar na aposentadoria, ou quem sabe, uma vida longa através do juro dos investimentos. Mas antes disso, é inapreensível ter uma reserva, para se precaver do pior. Os próximos passos abaixo será o primeiro passo para a construção de novos hábitos que farão parde de todo o processo de educação financeira e de como podemos precaver ao longo do tempo para ter maior tranquilidade no futuro sem estar desamparado financeiramente.

Educação financeira, construindo uma reserva.

Quanto mais dinheiro sem tem na reserva, melhor! Mas vamos ficar um parâmetro aqui.  Sem contar com o seguro desemprego, acredito que ter o valor equivalente a oito salários aplicados em uma conta de fácil acesso já seja o suficiente.

Mas porque tudo isso?

jornal-desemprego

De acordo com pesquisas que foram divulgadas em fevereiro de 2016, em media, um desempregado consegue outra vaga de trabalho depois de oito meses sem emprego.

Sendo assim, acredito que observando essa media somado o atual cenário, acredito que ter oito meses de salário em uma conta seja o suficiente para proteger você e sua família.

Já trabalho há anos na minha empresa, não posso colocar o seguro desemprego nessa lista?

Pode sim, na realidade, o que você pode estar fazendo é subtraindo o valor que recebera do seguro em caso de demissão, e poupando a diferença que sobrar, dos oito meses de salário, e dos 3, 4 ou cinco salários desemprego que recebera.

Lembrando que a regra para receber o seguro desemprego é a seguinte…

  • 1º solicitação ter 12 meses de trabalho, nos últimos 18 meses.
  • 2º solicitação ter 09 meses de trabalho, nos últimos 11 meses.
  • 3º solicitação ter 06 meses de trabalho, nos últimos 11 meses.

Quantidades de parcelas.

Primeira solicitação

  • Três parcelas – No mínimo 12 meses e no máximo 17 meses
  • Quatro parcelas – No mínimo 18 meses e no máximo 23 meses
  • Cinco parcelas – No mínimo 24 meses.

Segunda solicitação.

  • Três parcelas – No mínimo 9 meses e no máximo 11 meses
  • Quatro parcelas – No mínimo 12 meses e no máximo 23 meses
  • Cinco parcelas – No mínimo 24 meses.

Terceira solicitação.

  • Três parcelas – No mínimo 6 meses e no máximo 11 meses
  • Quatro parcelas – No mínimo 12 meses e no máximo 23 meses
  • Cinco parcelas – No mínimo 24 meses.

Valores de cada parcela.

  • Salario até R$: 1.360,70 – Valores da parcela (multiplique o salario por 0,8).
  • De 1360,70 até 2.268,05. – Valor da parcela (O que passar de R$: 1.360,70 multiplique por 0,5 e some com R$: 1.088,56).
  • Acima de R$: 2.268,06 – Valor da parcela fica em R$: 1.542,24.

Fazendo as contas, por meio dessa tabela, você terá a exata noção, de quantas parcelas você receberia em caso de demissão (ou mesmo se você está apto a receber o seguro desemprego) e qual seria o valor.

A educação financeira aos poucos ajudará no entendimento da importância de antecipar e se programar para efetuar investimentos mensais e seguros de forma conservadora, que darão um retorno futuro e maior tranquilidade, independente do cenário financeiro atual.

Educação financeira, onde investir minha reserva?

Tudo muito bonito, muito legal, mas enfim, onde investir?

  • Primeiro de tudo, o dinheiro precisa ficar investido em uma conta de fácil acesso.
  • Segundo, a instituição financeira, onde você vai investir precisa ser solida! Eu sei que existe o FGC (Fundo Garantidor de Credito, teremos uma explicação maior mais a frente!), mas, caso aconteça um sinistro, pode levar meses até conseguir ter de volta todo o dinheiro.
  • Terceiro e ultimo, a rentabilidade precisa ser boa. No mínimo 80% do CDI, com perspectiva de aumentar tal porcentagem.

Ótimo, o leitor já conhece as três regras básicas. Agora vamos às sugestões de investimentos.

O primeiro que vou sugeriria aqui, são os CDBs dos grandes bancos, com rendimento progressivo.

O que seria o CDB?

Certificado de Deposito Bancário, isso é o que significa a sigla CDB. Calma, a explicação não para por ai!

O CDB é uma espécie de empréstimo que você, ou uma pessoa física faz para o banco. Em outras palavras, é você emprestando ao banco.

Os bancos de grande porte, como Itaú, Bradesco, Santander, banco do Brasil, entre outros, remuneram mal o CDB.

Geralmente o rendimento fica em 80% do CDI.

Mas o que é o CDI?

A sigla significa, Credito de deposito Interbancário. Ou seja, quando algum banco empresta dinheiro para outro, eles cobram entre si, uma espécie de taxa, ou um juro, para tal operação.

O CDI segue bem de perto a taxa Selic.

Selic?

A Selic é a taxa básica de juro, por meio dela, o governo federal realiza a cobrança de juro, e multa referente a impostos, ou taxas.

Sem esquecer, que também utiliza tal taxa para remunerar investimentos, ou pagamentos.

Posso utilizar como exemplo, a restituição de imposto de renda. Antes de ser depositada em sua conta, ela sofre remuneração mensal, pela Selic.

Então, porque o CDB?

O CDB dos grandes bancos, na grande parte das vezes possui liquidez diária, sendo assim, havendo a necessidade de liquidar parte de suas aplicações você poderia contar com o dinheiro na mesma hora.

Pode apostar isso vai acontecer. Se por acaso você colocar em uma aplicação que fica “travada” até o vencimento, ai não tem o que fazer. Será necessário esperar até o valor se encontrar disponível!

Os grandes bancos não oferecem uma taxa muito atrativa, mas atualmente, é superior ao rendimento da poupança.

O que, a meu ver já é motivo suficiente para investir. Além disso, conta com o FGC que também oferece garantia no caso da poupança.

FGC (Fundo Garantidor de Credito).

O leitor pode estar achando tudo isso meio chato, não é verdade? Um monte de sigla, que até o momento não levou a lugar algum.

Mas é muito importante explicar cada uma dela, porque, se você quiser alcançar uma ótima aposentadora, ou até mesmo, antes disso, conseguir a independência financeira, você precisar saber de tudo isso.

O Fundo Garantidor de Credito, é um fundo, sem fins lucrativos, que serve para fornecer garantia aos investidores que aplicam em produtos de instituições que fazem parte do sistema bancário nacional.

Essa garantia cobre até R$: 250.000,00 por CPF e por instituição. Exemplo…

O mesmo investidor possui três aplicações de valores diversos em três bancos.

Então, uma pessoa, um CPF possui três investimentos em três bancos diferentes, três instituição bancaria.

  • Investimento no Banco A – R$: 270.000,00
  • Investimento no Banco B – R$: 300.000,00
  • Investimento no Banco C – R$: 290.000,00

Perfeito, caso os três bancos venham a quebrar, o FGC estaria disposto a cobrir, e estornar ao cliente R$: 250.000,00 por instituição ao cliente. Sendo assim, ele teria um prejuízo de R$: 110.000,00 valor que representa o excedente das três contas.

Bom, já sabemos que CDB possui boa liquidez, suficiente para conseguir ver o dinheiro no mesmo dia do resgate.

E com relação às garantias, parece bem seguro. Sem mencionar que os bancos de maior porte possuem mais segurança que os pequenos bancos.

O rendimento progressivo, que comentamos ainda no início funciona da seguinte maneira. A cada tantos dias, o rendimento pago pelo CDB aumento.

Segue demonstração…

  • 1 a 180 dias – 80% do CDI.
  • 181 a 360 dias – 85% do CDI.
  • 361 a 541 dias – 90% do CDI.
  • 542 a 720 dias – 95% do CDI.

Isso significa, que quanto mais tempo você permanecer com o seu capital investido, maior será a rentabilidade do mesmo.

Funciona de uma forma ao contrario da retenção do imposto de renda. Uma vez que o imposto retido, diminui com o tempo aplicado.

Alíquota começa em 27,5% e termina em 15%. Não tem como alcançar uma alíquota menor.

Ou seja, se você ficar em um CDB por mais de 720 dias, que seria equivalente a dois anos. Você provavelmente vai contar um o rendimento mais alto, e ainda ter o menor desconto no IR.

Concluindo.

Na hora de montar sua reserva pense nisso. Você precisa de uma aplicação de fácil acesso, de preferencia na mesma instituição que é possível sacar o dinheiro, e que não demore mais do que algumas horas para ter acesso ao dinheiro.

O rendimento precisa ser próximo dos 100% do CDI. Leve em consideração o fator progressivo. E dei preferencia por instituições de maior porte, como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, entre outras.

Observando tudo isso, tente preservar até oito salários. Já que temos conhecimento que em media, o brasileiro está levando em torno de oito meses para conseguir um novo emprego. Construa sua segurança financeira e o dinheiro não faltará durante um bom tempo. A educação financeira é um dos assuntos mais importantes e devemos estar sempre de olho para se manter organizado ao longo do tempo.

Continue crescendo e buscando conhecimento sempre!

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